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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Alimentacao e Manutencao dos Alevinos de Bettas

Agora devemos nos preocupar com os alevinos. Ligue o aerador, regulando o fluxo de oxigênio deixando-o bem fraquinho, desta forma não irá criar correnteza no aquário que poderá gerar má formação nos Bettas.
Como são muito pequenos ainda, precisam de alimentos especiais. No quarto dia de vida, comece a dar infusórios ou paramecios. Com 1 semana de vida, comece a dar artêmias salinas recém eclodidas, ou mesmo ovos de artêmia sem casca (existe uma marca chamada Maramar que é muito fácil de ser usada, siga as instruções do fabricante). Vá ministrando as artêmias e microvermes alternadamente quantas vezes você puder durante o dia, mas nunca deixando restos no fundo. À medida que os alevinos forem crescendo, vá aumentando o tamanho das artêmias e comece a dar ração para alevinos da Tetra. A partir da terceira semana de vida, comece a fazer trocas parciais diárias de 20% do volume total de água do aquário e a cada dia suba a coluna de água em 1 centímetro. Por exemplo, se o seu aquário está com 10 cm de água, faça uma troca parcial de 20% e ao recolocar a água, suba para 11 cm. e assim por diante, até que o aquário esteja totalmente cheio. Com 1 mês de vida, comece a dar artêmias salinas maiores, enquitréias, bloodworms e a ração Tetra BettaMin bem esfarelada entre os dedos. Faça trocas parciais diárias de um terço do volume total do aquário, sempre sifonando com muito cuidado os dejetos, para que os alevinos não sejam sugados pela mangueirinha.

Paramecios cultivo
pra começa você deve adquiri uma cultura inicial ( eu tenho culturas de paramecios iniciais por 10,00 R$), adquirida a cultura prepare o local onde vai cultiva la pode ser qualquer recipiente de 2 litros ou mas, a agua deve ser sem cloro, coloque 3 gotas de leite liquido no recipiente e mexa bem, feito isto coloque os paramecios. a pois alguns dias eles terão se multiplicado de tão forma que formam nuvens brancas no recipiente  a cada 3 dias você deve colocar mas 3 gotas de leite ou quando a agua fica cristalina. é importante fazer varias culturas de paramecios e a pois uns 30 dias trocar a agua da cultura retirando um pouco da cultura pra coloca la novamente a pois limpa o recipiente.
                                         
                                                                   video de um paramecios
 
 
Microvermes:
Os microvermes da aveia são pequenos nematódeos de aproximadamente 3mm, que vivem em um meio pastoso de farinha de aveia e água, sendo que uma grande vantagem dessa cultura é que eles se alimentam dessa mistura que compõe o meio onde vivem.
Nome popular: Microvermes, vermes da aveia.
Nome científico: Panagrellus redivivus
Ótimo alimento para alevinos, os microvermes de aveia requerem pouca manutenção da cultura, são bastante prolíferos e iniciando-se com uma pequena cultura inicial, em poucos dias já poderá passar a alimentar os alevinos com os microvermes.
Como criar: Em um pequeno recipiente plástico adicione uma mistura pastosa de água e farinha de aveia, junto a essa mistura coloque uma cultura inicial de microvermes, após alguns dias os microvermes já estarão se reproduzindo abundantemente e ao subirem pelas paredes do recipiente poderão ser coletados para alimentação de alevinos. Para coleta pode-se usar uma lâmina raspando as paredes do recipiente onde está a cultura. Recomenda-se a troca do meio de cultura assim que este comece a escurecer, isso leva em média duas semanas, mas pode ter abreviado esse tempo em caso de regiões muito quentes, para fazer a mudança do meio de cultura, faça uma nova mistura, recolha um pouco de microverme para servirem como cultura inicial e proceda como na primeira cultura. O recipiente deve ser aberto pelo menos de dois em dois dias. O calor aumenta a produtividade das culturas.
Cultura no Pão 
  1. pegue uma fatia de pão integral ou comum  e borrife água sobre ela, sem ensopá-la;
  2. coloque o inóculo de microvermes sobre a fatia de pão molhada; e
  3. acomode esta fatia num pote com tampa e depois recubra-o com um plástico preto.
Em poucos dias sua cultura estará em condições de permitir coletas. Faça uso de um pincel com cerdas macias para promovê-las, seguindo as mesmas orientações apresentadas para o cultivo tradicional. Este método oferece a vantagem de não precisar fazer aerações constantes na cultura, para eliminação dos gases.



cultura de infusórios
Você vai precisar de:
  1. 1 pote de vidro de boca larga, de preferência;

  2. água descansada e sem cloro suficiente para colocar neste vidro;
  3. 1 folha de alface (murcha) - opções chicória ou almeirão;
  4. leite em pó (uma pitada pequena);
  5. meia de nylon feminina para tampar o vidro (pedaço de meia velha);
  6. elástico de costura para prender a meia à boca do vidro.

Como fazer:
  1. Pegue uma folha limpa de alface e deixe murchar à sombra por 24hs;
  2. Coloque esta folha murcha na água descansada e sem cloro que vc separou num vidro (de preferência de boca larga, para facilitar a coleta);
  3. Coloque um pequena pitada e leite em pó (servirá de alimento para os micro organismos);
  4. Feche este pote com a meia de nylon feminina, para evitar moscas e pernilongos.
    Faça vários vidros, com diferença de uns 3 dias entre um começo de cultura e outro, para que não falte alimento para os alevinos, se o volume de filhotes for muito grande.

    Coleta e Oferta:
    Dentro de 1 ou 2 dias (+/-) a água ficará bem turva - sinal de que está repleta de micro organismos para você fornecer aos peixes. Eles vivem a custa de matéria orgânica, que é ingerida constantemente, pois sua multiplicação é realizada muito rapidamente, e em questão de horas sua população cresce muito. A cada 24 horas pode-se realizar colheitas, com milhares de seres.
    Reponha a água que vc tirou e se necessário inclua outra(s) folha(s) murcha(s) e outra pequena pitada de leite em pó, se a anterior já estiver bem decomposta. Renove a cultura no máximo 15 dias depois, pq começa a cheirar muito mal.
    Você pode coletar o infusório com uma seringa ou um conta-gotas para colocar no aquário dos alevinos. Pequenas quantidades em vários pontos do aquário, várias vezes ao dia.

Cultura de infusórios

Alimentar diminutos alevinos de Bettas splendens em ambiente confinado (aquários) não é tarefa fácil. Esta é a grande dificuldade e também o "pulo-do-gato", para se obter sucesso e fazer vingar boa parte da ninhada.
Logo após ter consumido o saco vitelino, o alevino precisa encontrar fonte de alimentação farta e compatível com seu tamanho a disposição no aquário. Uma das opções, são os infusórios. Eles são micro organismos microscópicos formados a partir de decomposição de vegetais.
Eis a receita de cultivo...

Você vai precisar de:


  1. 1 pote de vidro de boca larga, de preferência;
  2. água descansada e sem cloro suficiente para colocar neste vidro;
  3. 1 folha de alface (murcha) - opções chicória ou almeirão;
  4. leite em pó (uma pitada pequena);
  5. meia de nylon feminina para tampar o vidro (pedaço de meia velha);
  6. elástico de costura para prender a meia à boca do vidro.

Cultura de InfusóriosComo fazer:

  1. Pegue uma folha limpa de alface e deixe murchar à sombra por 24hs;
  2. Coloque esta folha murcha na água descansada e sem cloro que vc separou num vidro (de preferência de boca larga, para facilitar a coleta);
  3. Coloque um pequena pitada e leite em pó (servirá de alimento para os micro organismos);
  4. Feche este pote com a meia de nylon feminina, para evitar moscas e pernilongos.
    Faça vários vidros, com diferença de uns 3 dias entre um começo de cultura e outro, para que não falte alimento para os alevinos, se o volume de filhotes for muito grande.

Coleta e Oferta:

Dentro de 1 ou 2 dias (+/-) a água ficará bem turva - sinal de que está repleta de micro organismos para você fornecer aos peixes. Eles vivem a custa de matéria orgânica, que é ingerida constantemente, pois sua multiplicação é realizada muito rapidamente, e em questão de horas sua população cresce muito. A cada 24 horas pode-se realizar colheitas, com milhares de seres.
Reponha a água que vc tirou e se necessário inclua outra(s) folha(s) murcha(s) e outra pequena pitada de leite em pó, se a anterior já estiver bem decomposta. Renove a cultura no máximo 15 dias depois, pq começa a cheirar muito mal.
Você pode coletar o infusório com uma seringa ou um conta-gotas para colocar no aquário dos alevinos. Pequenas quantidades em vários pontos do aquário, várias vezes ao dia.

Reprodução em Cativeiro

Em geral os Bettas splendens já estão prontos para o acasalamento por volta dos 5 meses de vida.
Se reproduzem facilmente e geram proles numerosas (mais de 300 alevinos em cada ninhada - nem todos sobrevivem, mas um número expressivo vinga).
O cortejo e o acasalamento oferecem um espetáculo belíssimo e arrebatador de se assistir.
Comumente o macho é colocado num aquário pequeno (+/- 20 litros) com coluna d'água de aproximadamente 10 cm (vide condições ideais da água em "Manejo Básico"), 10 dias antes da lua cheia, para começar a se sentir dono do território.
Depois de 2 dias, aproximadamente, a fêmea é introduzida no aquário, mas dentro de um vidro transparente, sem fundo, onde é vista, mas não tocada pelo macho.

Fêmea protegida, mas ao alcance visual do macho
O macho imediatamente começa o seu ritual de exibição para a fêmea e construir um ninho com bolhas de ar, na superfície d'água.
Este processo pode durar até 8 dias, em casos extremos. A fêmea se mostra preparada para o acasalamento, quando seu oviduto estiver dilatado, com uma ponta branca, apresentando no corpo listas verticais (nas fêmeas de cor escura isto é visível). Ela dá sinais de submissão ao macho.
Neste momento o macho já está com o ninho totalmente pronto (enorme colchão de bolhas) e é hora de libertar a fêmea (com cuidado para não agitar a água e desmanchar o ninho de bolhas), que deverá ter, a esta altura, um comportamento submisso, se deixando levar para baixo do ninho.
É conveniente providenciar abrigo para a fêmea se proteger, caso o macho se mostre muito violento ou ela ainda não esteja totalmente pronta para o acasalamento. Podem ser: pedras sem arestas, seixos de rio, plantas aquáticas naturais (musgo de java, samanbaia d'água, etc) ou até cotovelos de PVC, como na foto acima.
Os dois ficam algum tempo nas preliminares mas logo acontecerá o primeiro de vários abraços delicados e suaves que o macho dará na fêmea, espremendo-a para liberação dos ovos, fertilizando-os neste instante.
Acasalamento de WP Macho e WO Fêmea
Os ovos, dezenas de cada vez, são expelidos e vão caindo lentamente no fundo do aquário. Geralmente a fêmea fica meio atordoada por alguns instantes e enquanto se recupera, o macho vai coletando em sua boca, ovo por ovo e depois os deposita no colchão de bolhas. Estas rotinas de abraços, posturas, fecundações, coletas, acomodação dos ovos se repetem por várias vêzes.
Concluída a postura, a fêmea é retirada do aquário por que o macho assume a guarda do ninho, se preciso com bastante violência, não permitindo a aproximação da fêmea. No habitat natural ela naturalmente guardaria distância segura do macho, mas confinada no aquário, poderá ser morta.
Pelos próximos 2 (dois) dias, o macho protege e arruma o ninho o tempo todo. Após o nascimento dos alevinos, por mais 2 (dois) dias ele pega os filhotes que caem do ninho e os recoloca no colchão, até que já possam se virar sozinhos. Neste momento quem é retirado do aquário de procriação é o macho, senão os alevinos é que correm perigo de ser devorados pelo pai.

Componentes e equipamentos

Existem alguns princípios básicos da aquariofilia que precisam ser seguidos para garantir a saúde de seus peixes e a beleza dos seus aquários. Aqui vamos abordar os principais e suas aplicações relacionadas aos Bettas splendens.

Sumário: 
Substrato
Decoração
Plantas
Aquecedor
Termômetro
Iluminação
Filtros e Oxigenadores


Substrato

Betteira com substratoPara Bettas, são absolutamente dispensáveis. Só complicam o manejo, mas se você faz questão de decorar seu aquário saiba que o substrato, além de ser decorativo, também servirá para dar suporte as raízes das plantas aquáticas e para fixação de microorganismos necessários a filtragem biológica, caso façam parte do seu projeto. Prefira cascalhos arredondados e de cor escura (nem pense em usar pedras coloridas artificialmente).
Outra opção é o areão de rio com granulometria média entre 3 e 5 mm.
O substrato não deve alterar o pH da água, acidificando-a ou alcalinizando-a. A neutralidade se faz necessária.

Decoração

Betteira decoradaNovamente afirmo que são dispensáveis em aquários de Bettas. Mas se você gosta destes elementos, use pedras arredondadas, que não alterem a qualidade da água (pH principalmente). Uma boa opção são os seixos rolados de rios (ou ainda granito ou basalto). As pedras grandes ajudam a manter a temperatura do aquário mais estabilizada.
Troncos de madeiras não devem ser usados em aquários de Bettas por que acidificam a água, embora sejam muito apreciados como elemento decorativo.
Os enfeites oferecidos em lojas, desde que não possuam arestas onde os peixes possam se ferir e não alterem a qualidade da água, também são opções decorativas.

Plantas

Aquário com plantasNaturais ou artificiais oferecem possibilidades interessantes para decoração. Quanto as artificiais a regra básica é a mesma: não deve alterar a qualidade da água e ser macia, não possuir arestas que possam machucar o peixe.
As naturais precisam ser bem escolhidas para que sobrevivam em água de pH tendendo para o neutro e com a quantidade e tipo de luz que você dimensionou para o seu projeto. Plante, no máximo, 1/3 da área do solo.
As plantas naturais, além de decorativas, contribuem para a efetivação do perfeito equilíbrio biológico do aquário e impedem que a água entre em processo de decomposição.
Para aquários sem substratos, saiba que existem plantas que não precisam ser plantadas no solo, podem ficar soltas na água. Cumprem seu importante papel de ajudar na biologia da água e são muito decorativas (Exemplo: Ceratophyllum demersum ou Vesicularia dubyana).

Aquecedor

É absolutamente imprescindível se você mora numa região onde as temperaturas podem ficar inferiores aos 25 °C e muito recomendável que possa trabalhar consorciado com um termostato, que automatiza sua ação, dando mais equilíbrio à temperatura da água. Para comprar, siga a tabela de dimensionamento de potência de aquecedor, que disponibilizamos mais abaixo.
Termostato com aquecedorVou além, invista um pouco mais e compre um excelente termostato com aquecedor integrado, que trabalhe submerso.
O uso só do aquecedor, sem o controle automático de um termostato, é uma opção mais econômica, porém muito arriscada. O aquecedor ligado ininterruptamente poderá, literalmente, cozinhar os peixes.
Este aquecedor deve ficar no fundo do aquário, totalmente submerso e se houver substrato, pode ficar enterrado nele.Aquecedor
Para dimensionar a potência do aquecedor adequado para o seu projeto, siga esta tabela:
Aquecedor - Dimensionamento de Potência
Galões/Litros
5 ºC / 9 ºF
10 ºC / 18 ºF
15 ºC / 27 ºF
05 gal/025 L
025 watts
050 watts
      075 watts
10 gal/050 L
050 watts
075 watts
      075 watts
20 gal/075 L
050 watts
075 watts
      150 watts
25 gal/100 L
075 watts
100 watts
      200 watts
40 gal/150 L
100 watts
150 watts
      300 watts
50 gal/200 L
150 watts
200 watts
      200 watts
65 gal/250 L
200 watts
250 watts
2 x 250 watts
75 gal/300 L
250 watts
300 watts
2 x 300 watts
Instruções:
Subtraia a temperatura média da estufa/local em que o aquário está localizado da temperatura que você deseja manter a água do aquário.
Encontre o tamanho de seu aquário na coluna da esquerda e mova para coluna que mostra o número de graus que o aquário precisa para ser aquecido.
Se a exigência de aquecimento está entre níveis, mova-a para o mais próximo valor superior.
Em tanques maiores, ou onde a temperatura da estufa/local do aquário está significativamente abaixo da temperatura de água desejada, podem ser requeridos dois aquecedores.
Aquecedores devem ser instalados em cantos opostos do aquário para aquece-lo mais uniformemente.
Exemplo:    
     
Temperatura média da estufa
= 68 °F
Temperatura desejada da água
= 77 °F
---------------------------------------------------------------
Aquecimento exigido
= 09 °F
     
Logo p/ este ambiente:    
Tanque
= 20 galões
Aquecedor requerido
= 50 watts

Termômetro
Termômetro adesivoÉ necessário para acompanhamento e controle da temperatura do aquário. Podem ser flutuantes, adesivos ou digitais (mais sofisticados e caros). Existem equipamentos específicos para aquarismo, que trabalham na escala adequada.
Os Bettas vivem em águas que variam entre 24 e 30 °C e mesmo em aquários equipados com sistema automático de controle de temperatura (termostatos), é muito importante a leitura periódica do termômetro a fim de certificar-se quanto ao funcionamento correto dos equipamentos. Caso ocorra uma pane no termostato e ele não mais desligar o aquecedor, a temperatura subirá excessivamente podendo matar os peixes. Já no caso de queima do aquecedor, a temperatura poderá baixar muito, trazendo problemas para os peixes, como algumas possíveis doenças.
Deve-se desligar todos os equipamentos elétricos sempre que se for realizar qualquer manutenção no aquário. No caso dos equipamentos elétricos de controle de temperatura reforça-se esta recomendação com a orientação de não retirar o aquecedor da água, mesmo desligado, sem antes aguardar cerca de 5 minutos, para que ele resfrie naturalmente em contato com a água do aquário. Nunca ligar estes equipamentos sem que estejam instalados no aquário e em contato com a água, pois podem queimar ou mesmo quebrar o tubo de vidro.

Iluminação

A iluminação artificial vai realçar a cor do(s) peixe(s), valorizar o efeito decorativo do aquário, contribuir na fotossíntese das plantas naturais, se houverem, e ajudar o(s) peixe(s) a aproveitar(em) melhor os alimentos oferecidos, visto que se alimentam quando há claridade.
Aquário plantado
O aquário deve ficar afastado de janelas para não pegar iluminação direta e o calor excessivo do sol. Luz em excesso pode provocar o aparecimento de algas verdes e a falta dela, algas marrons.
Se você optou por decorar o aquário com plantas naturais, vai precisar providenciar iluminação artificial suficiente para manter a saúde da planta.
Geralmente são usadas lâmpadas fluorescentes (lâmpadas frias). Existem lâmpadas especiais para aquários, que certamente são as mais adequadas.
Apesar de dificilmente queimarem, as lâmpadas fluorescentes perdem a eficiência com o passar do tempo e devem ser substituídas anualmente.
Se o seu aquário for muito pequeno ao ponto de não comportar uma lâmpada fluorescente ou lâmpada econômica, use as tradicionais lâmpadas de bulbo, incandescente de menor potência (15 Watts) e a mantenha suficientemente longe da lâmina d'água para não super aquecer a água.
Tanto o excesso, como a deficiência na iluminação são prejudiciais às plantas e aos comportamento dos peixes. O excesso de iluminação pode estressar os peixes e promover o crescimento exagerado de algas, exigindo a realização de limpezas mais freqüentes do aquário. A deficiência, além de deixar de realçar a beleza dos peixes, prejudica o desenvolvimento das plantas. A iluminação deve permanecer acesa durante 8 a 12 horas diárias, variando conforme a claridade natural do ambiente. É muito importante salientar que este período de luz acesa deve ser durante o dia ou até algumas horas do início da noite. A luminária não deve permanecer acesa durante toda a noite porque os peixes necessitam de um período de escuridão para dormir.
Leia atentamente este artigo do Alex Kawasaki, publicado no fórum "Era de Aquários". Nele você terá as informações básicas para o adequado dimensionamento da iluminação do seu aquário, valorizando seu projeto e o equilíbrio da fauna e flora.

Filtros e Oxigenadores
No manejo de Bettas, se você optou por uma betteira limpa e adota o esquema de regulares TPAs (Trocas Parciais de Água), filtros e oxigenadores são absolutamente dispensáveis.
Agora, se você seguiu o caminho de aquários/betteiras decoradas, com plantas naturais ou artificiais e elementos decorativos (variados), pode ser necessário investir um pouco mais na compra de filtros e oxigenadores.
O aquário, por ser um ambiente fechado e restrito, não proporciona condições de auto renovação da água, como ocorre na natureza. É imprescindível que o aquário esteja equipado com um bom sistema de oxigenação e filtragem para obter uma boa qualidade de água.
Não podemos contar com as plantas naturais para o fornecimento de oxigênio aos peixes. Mesmo produzindo oxigênio, através da fotossíntese, durante o período de claridade, estas mesmas plantas consomem este gás durante a noite.
Todos os tipos de filtros instalados em aquários promovem também a oxigenação da água e eliminação de gás carbônico, através da formação de borbulhas ou pela simples movimentação da água.
Basicamente três tipos de filtragem podem ser realizadas no aquário: a filtragem mecânica, a fina e a biológica. A filtragem mecânica capta as partículas em suspensão na água, através de elementos filtrantes como a lã de nylon, enquanto a fina retira impurezas que estejam diluídas na água, quando esta passa por outro elemento filtrante, como o carvão ativado. Já a filtragem biológica consiste na degradação da matéria orgânica acumulada, através de bactérias benéficas que se instalam nos elementos filtrantes ou no substrato de fundo. A ação destas bactérias evita o acúmulo de compostos nitrogenados prejudiciais aos peixes.
A escolha do tipo de filtro vai variar com o tamanho e tipo de aquário e também com a quantidade e tamanho de peixes que se irá colocar (mais do que um, só recomendamos se for um aquário de Bettas fêmeas). O ideal é que se consiga conciliar os três tipos de filtragem em um ou mais tipos de filtro.
O filtro de placas de fundo, conhecido como filtro biológico, é um dos mais utilizados. Torna-se mais eficiente quando associado a um bom compressor de ar ou bomba submersa. Este filtro associa a filtragem mecânica à biológica, utilizando o substrato de fundo como elemento filtrante e como fixador de bactérias.
Filtro biológico de fundo
Alguns filtros externos conseguem realizar os três tipos de filtragem simultaneamente, com ótimos resultados em termos de qualidade da água. Podem ser usados associados ao filtro biológico ou mesmo como único filtro do aquário.
Filtro externo
Os equipamentos de oxigenação e filtragem devem estar constantemente em funcionamento, exceto durante operações de manutenção e limpeza. A eventual falta de energia elétrica não é motivo para pânico. Desde que não haja uma super população no aquário (no caso de aquário comunitário de Bettas fêmeas), este pode permanecer algumas horas sem oxigenação da água. Convém observar o comportamento dos peixes neste período. Caso eles comecem a "boquejar" na superfície à procura de oxigênio, uma troca parcial de água deve ser realizada.
Como o filtro de placas ou biológico utiliza o próprio substrato de fundo, como elemento filtrante, sua manutenção consiste na sifonagem de fundo, realizada com sifão simples de tubo e mangueira. O objetivo é retirar o excesso de matéria orgânica acumulada entre o substrato.
Deve-se ter o cuidado de não introduzir o sifão muito próximo das plantas para não danificar suas raízes. A freqüência desta sifonagem e conseqüente troca parcial de água depende das condições particulares de cada aquário, mas podemos citar o intervalo de duas semanas como recomendação geral. Cerca de 20% da água do aquário deve ser trocada a cada sifonagem, adotando-se com a água a ser adicionada os mesmos cuidados de tratamento prévio recomendados na montagem, respeitando-se os valores de temperatura e pH da água restante no aquário.
Para os outros tipos de filtros é necessário a limpeza e/ou troca dos elementos filtrantes na freqüência recomendada pelos fabricantes ou conforme as condições de cada aquário. Estes elementos podem ser lã de nylon ou outra fibra para filtragem mecânica, carvão ativado para filtragem química e também componentes com alta porosidade e/ou grande superfície de contato, responsáveis pela colonização das bactérias encarregadas da filtragem biológica. Um cuidado importante consiste em lavar estes componentes fixadores de bactérias com a água retirada do próprio aquário, durante a sifonagem. A utilização de água com grande diferença de temperatura ou com cloro, pode ocasionar a morte desta população bacteriana.


Marcio Luiz de Araujo
mlaraujo60@bettabrasil.com.br
Aquarista hobbysta, apaixonado pela espécie Betta splendens, desenvolve e mantém o website Betta Brasil, é owner do Grupo de Discussões Betta Brasil.

Última atualização: 02/07/2011





Fontes:
  • A montagem e a decoração do aquário (Manual) - Sera®
  • DAMAZIO, Alex. Criando o Betta. Editora Interciência.
  • FreshWater Aquariums
  • Seu novo aquário - Alcon®
  • SILVA, Marcus Marques da, Aquarismo Básico - Técnicas para Iniciantes. Centro Cultural Aquarista Jr.
  • SILVA, Marcus Marques da, Betta splendens - Guia Prático. Centro Cultural Aquarista Jr.

Como escolher um peixe saudável

A hora de irmos às lojas de aquarismo comprar os peixes é, sem sombra de dúvidas, a mais excitante. Depois de meses planejando o aquário, comprando os equipamentos, montando-o perfeitamente e esperando ciclar é a vez de adquirirmos os protagonistas que tanto almejamos.
Porém algumas vezes, seja por descuido ou distração, seja por negligência ou falta de conhecimento, acabamos por comprar peixes que estão contaminados com alguma enfermidade, logo o caos acontece: aquele peixinho que estava doente contamina todos os outros que estavam saudáveis e as mortes começam, algumas vezes dizimando toda a população do aquário. Isso acaba desmotivando e até afastando os mais entusiastas desse incrível hobby.
Mas é mais fácil do que se costuma imaginar evitar esses tipos terríveis de problemas, tomando medidas preventivas simples e fáceis. Qualquer um é capaz de tomá-las e caso se tornassem regras obrigatórias, o número de desastres no aquarismo seria reduzido no mínimo em 50%. Essas medidas aplicam-se tanto para aquários que já possuem peixes quanto para os ainda não populados.
A primeira trata-se de um conjunto de pequenas observações a serem feitas visualmente e a segunda da obtenção de um aquário quarentena. Essas duas medidas juntas formam uma barreira 98% segura, confiável e fácil.
Para facilitar ainda mais o entendimento, as medidas foram organizadas em vários pontos separados e bem claros:
  • Observe sempre muito bem os peixes nas baterias de aquários de exposição, fique atento e não deixe os detalhes para trás, ele fazem diferença no final;
  • Se você já sabe a espécie de peixe que deseja comprar, vá até o aquário e observe todos os peixes nele contidos, mesmo que não sejam a espécie pretendida, procure por peixes ativos, coloridos, com as nadadeiras abertas, escamas brilhantes, pele lisa, respiração e comportamento normal;
  • Não compre os peixes se eles estiverem com pontos brancos espalhados pelo corpo, manchas brancas, tufos brancos como algodão, feridas/machucados/tufos na boca ou no corpo, nadadeiras roídas, faltando escamas, pequenos vasos sanguíneos dilatados tanto pelo corpo como pelas nadadeiras, com ânus inchado;
  • Não compre o peixe se ele estiver se comportando de forma diferente do habitual, se estiver isolado do grupo e escondido, se estiver com a barriga para dentro (em forma de arco), se estiver com a respiração ofegante (o peixe está sempre na superfície), o peixe estar de barriga para cima ou com ela muito inchada, acima do normal;
  • Não compre o peixe logo que o lojista o trazer da distribuidora, espere uns 2 a 3 dias, pois o estresse da viagem pode disfarçar assim como pode criar algum sintoma que não existe;
  • Uma dica útil é antes de comprar os peixes pedir para o lojista alimentá-los, você consegue descobrir duas coisas importantes de uma só vez: se o peixe não se alimentar pode estar certo de que tem algum problema e se o peixe realmente está comendo a ração (é comum os lojistas indicarem um alimento diferente do habitual, logo quando chega em casa os peixes simplesmente não comem) pois algumas espécies só comem alimentos vivos, por exemplo;
  • Confira a presença de sistema de filtragem, seja individual por aquário ou um grande filtro para a bateria inteira. A exposição mesmo que temporária a amônia, nitrito e nitrato pode enfraquecer os peixes, deixando-os suscetíveis a doenças. Termostato com uma temperatura regulada e fixa também é muito importante;
  • Observe se os aquários são separados por vidros ou por apenas telas furadas, que permitem que a mesma água circule diretamente por todos os aquários. Isso é muito arriscado porque se um adoecer pode transmitir sua moléstia para todos os outros peixes, por estarem em contato com a mesma água;
  • Mesmo que o lojista recomendar, não aplique fungicidas, bactericidas ou parasiticidas na água dos seus peixes, nem como medida preventiva. Isso é muitíssimo perigoso pois pode intoxicar seus animais e também até matá-los;
  • Mantenha sempre que possível um aquário extra que sirva de quarentena, ele não precisa ser muito grande e deve conter sistema de filtragem com perlon e mídias biológicas. Não coloque carvão ativado ou purigem, pois podem absorver possíveis medicamentos. Sempre que comprar um peixe novo, deixe-o neste aquário por um período de 40 até 60 dias, pois existem muitas doenças que só se manifestam após muito tempo do peixe contaminado. E faça isso mesmo que seguido os passos anteriores.
Tenha sempre um aquário de quarentena: ainda é possível transformar esse aquário em hospital, caso algum peixe ainda assim fique doente; em maternidade, caso algum peixe venha a se reproduzir e em depósito de água emergencial caso precise fazer uma TPA urgente ou caso o aquário quebre, por exemplo.
Assimile essas dicas e passe a usá-las no seu dia-a-dia. Isso garantirá um aquário equilibrado e estável, com peixes saudáveis que viverão por muitos e muitos anos, dando a seus criadores inúmeras alegrias.
Um último recado: lembrem-se sempre, é muito melhor prevenir agora do que ter que remediar depois.

Mateus Camboim

A importância das trocas parciais de água (TPA)

O sucesso na manutenção de aquários depende de uma série de fatores, mas todos eles acabam apontando para a qualidade da água. Um aquário com mais peixes do que deveria ou com sistema de filtragem insuficiente, em pouco tempo levará sua água a um estado de poluição que poderá comprometer a saúde geral das espécies nele contidas.
Por mais eficiente que seja a filtragem de um aquário, lembre-se que se trata de um sistema fechado. É recomendável realizar trocas parciais de água (de agora em diante chamadas simplesmente de TPA) frequentes para garantir a eliminação de dejetos não processados e repor certos elementos consumidos pelo sistema.
O percentual de água a ser trocada e a frequência com que isto ocorrerá dependerá de uma série de fatores como quantidade de peixes e plantas, quantidade de filtros e mídias filtrantes e a variação de certos parâmetros de sua água, como pH, KH, amônia, nitritos, nitratos, fosfatos, etc. A aferição periódica destes parâmetros é um forte indício da necessidade da TPA.

Quanta água deve ser trocada?
Não existe resposta definitiva para esta pergunta, pois a carga de dejetos pode variar muito de aquário para aquário. Alguns aquaristas experientes recomendam trocas mensais de 40% ou quinzenais de 30%. Há os que preferem trocar 20% semanalmente e há até alguns criadores que chegam a trocar 50% diariamente, mas conforme disse antes, cada aquário tem sua história e o dia a dia, aliado ao resultado dos testes é que lhe darão a resposta para o seu caso.
Um outro indício da necessidade das TPAs é a perda de vazão dos filtros. Inspecione periodicamente seus filtros, pois a perda de vazão, provocada por entupimento da filtragem mecânica, diminui a quantidade de água tratada.

É verdade que aquários plantados necessitam menos de TPAs?
Se por um lado plantas são excelentes filtros para a remoção de diversos poluentes da água, aquários plantados também possuem uma carga de nutrientes grande e isto pode, eventualmente, favorecer a proliferação de algas. As TPAs são um aliado contra elas.

Como proceder a TPA?
Dependendo do volume de água a ser trocado, pode ser interessante desligar os filtros para evitar que funcionem sem água e também os termostatos que não devem funcionar parcialmente fora d’água.
Normalmente começamos com uma sifonagem do substrato para remover pequenas partículas sólidas que se depositaram nele. Em aquários plantados a camada inerte evita que boa parte dessas partículas penetrem nas camadas inferiores, de modo que uma aspiração superficial costuma ser suficiente. Não se esqueça de lavar bem as mãos antes de começar o processo, pois podemos levar muitas sujeiras indesejadas para nossos aquários.
Em aquários com substratos comuns (sem isolamento) a sujeira particulada penetra no substrato e deve ser sugada. Costuma-se usar um sifão contendo uma espécie de copo na extremidade que permite penetrar no cascalho para uma remoção eficiente da sujeira.

Sifão em ação
Sifão em ação
A água removida durante a sifonagem poderá ser coletada em baldes ou outros recipientes e descartada após sua remoção do aquário. Por ser uma água rica em nutrientes, ela pode ser usada para regar plantas, pois certamente é mais nutritiva para elas do que a água da torneira. Aproveite a ocasião para remover o limo que geralmente se forma nos vidros. Existem limpadores magnéticos idealizados exclusivamente para tal propósito, mas uma esponja macia, uma gilete ou até mesmo um cartão velho de banco também poderá ser utilizado.

Como devo limpar meus filtros?
A limpeza dos filtros deve ser feita sempre que se fizer necessária. Conforme descrito anteriormente, sempre que houver entupimento da midia responsável pela filtragem mecânica, esta deverá ser limpa ou substituída. O tempo para isto acontecer varia de aquário para aquário, podendo levar de 7 a 30 dias, dependendo da carga de dejetos produzida. Caso seja usuário de carvão ativo para a filtragem química, lembre-se de sempre anotar quando foi que o substituiu pela última vez. Cada fabricante recomenda sua substituição em tempos diferentes, mas como não é uma mídia muito cara, costumo recomendar sua troca a cada 20 ou no máximo 30 dias.
Com relação às mídias de fixação para a filtragem biológica estas podem ser gentilmente lavadas, quando necessário, em água do próprio aquário apenas para remover depósitos de material particulado. Normalmente, uma limpeza superficial nessas mídias a cada trimestre costuma ser suficiente. É importante que o processo de limpeza dos filtros não dure muitas horas e também que as mídias de sustentação da biologia não fiquem secas. Elas devem aguardar submersas em água do próprio aquário enquanto durar a lavagem interna do filtro.

Cascalho sifonado, vidros sem limo e filtros lavados. Como repor a água?
Embora essa pareça ser a tarefa mais fácil de todas as demais, ela requer alguns cuidados importantes. Muitos aquaristas já perderam peixes após uma reposição de água mal feita.
Primeiramente, a água de reposição deverá estar isenta de cloro. Este pode ser removido de diversas formas, desde aguardar 24 a 48 horas para que seja expulso da água, fazer uso de um anti-cloro ou mesmo um condicionador de água.
Se esta água vier de um poço não será necessário usar o anti-cloro. Todavia, água de poço costuma vir com grande quantidade de CO2 e, se adicionada diretamente ao aquário poderá apresentar variações de pH em um ou dois dias pois o CO2 acidifica a água mas tende a ser expulso com o passar do tempo.
A temperatura desta água deverá ser a mesma da água do aquário. Certifique-se de medir ambas as temperaturas antes da reposição. Caso haja discrepância nos valores, faça os devidos ajustes, aquecendo ou resfriando a água que será reposta.
O pH desta nova água também deve ser igual ou muito próximo do pH da água do aquário. O ajuste poderá ser feito de diversas maneiras. A forma mais rápida (mas nem sempre a mais correta) é simplesmente usar algumas gotas de um acidificante ou um alcalinizante comprado em lojas de aquarismo.
Lembre-se, entretanto que dependendo da reserva alcalina ou do teor de CO2 desta água o efeito desta correção poderá ser provisório. Em alguns casos é interessante usar uma solução tampão para garantir a estabilidade do pH. Existem tampões para "segurar" o pH em diversos valores dependendo das substâncias envolvidas. Essencialmente, uma solução tampão é obtida quando se misturam um ácido fraco e um sal desse ácido (reserva ácida) ou uma base fraca e um sal dessa base (reserva alcalina).
Veja um exemplo de tampão ácido (reserva ácida), mistura de ácido acético (um ácido fraco) e acetato de sódio (um sal do ácido acético):
CH3-COOH <---> CH3-COO- + H+ Ionização do ácido acético.
CH3-COONa <---> CH3-COO- + Na+ Dissolução do acetato de sódio.
Repare que em ambas as reações existem um íon em comum: o ânion acetato (CH3-COO-). Devido a um efeito conhecido como [efeito de íon comum], os acetatos gerados na dissolução do acetato de sódio fazem tal concentração aumentar e, por conta disto, o equilíbrio da primeira equação se desloca para a esquerda (Princípio de Le Chatelier), impedindo que o ácido acético se ionize.
Entretanto, se adicionarmos uma base qualquer nessa água, existirá ácido acético suficiente para neutralizar tal base impedindo o pH de subir. É o ânion acetato, proveniente do acetato de sódio que garante a existência do ácido acético como garantia para manter o pH estável. No exemplo acima, temos um tampão ácido.
Analogamente, podemos ter um tampão envolvendo uma base fraca e seu sal que garantiria a manutenção de um pH alcalino. As lojas de aquarismo também vendem soluções tampão prontas para uso, para diversas faixas de pH.
Uma alternativa mais barata pode ser fazer sua própria solução tampão.
  • Receita de tampão alcalino:

    • Dissolva a maior quantidade possível de bicarbonato de sódio (comprado em farmácias) em água e guarde esta solução saturada para ser usada em cada TPA. Uma ou duas colheres de sopa desta solução poderá ser usada na água de TPA para garantir um pH estável, de 7,0 para cima. Quanto mais bicarbonato for colocado, mais alcalina a água ficará. O dia a dia lhe dirá a quantidade ideal a ser usada.

    • Dentro de seu filtro, coloque um pouco de Aragonita, Calcita ou Dolomita dentro de um pequeno sachê. Essas pedras, à base de CaCO3, formarão o tampão com o bicarbonato de sódio, garantindo a estabilidade do pH.

  • Receita de tampão ácido:

    • Compre na farmácia ou em loja de produtos químicos o fosfato monoácido e o fosfato diácido de sódio e misture-os nas quantidades desejadas para atingir o pH da tabela abaixo:

      Na2HP4
      NaH2O4
      pH
      10%
      90%
      5,9
      20%
      80%
      6,2
      30%
      70%
      6,5
      40%
      60%
      6,6
      50%
      50%
      6,8
      60%
      40%
      7,0
      70%
      30%
      7,2
      80%
      20%
      7,4
      90%
      10%
      7,6

    • Feita a mistura das substâncias, coloque 1g da mistura para cada 50 litros de água em seu aquário para manter o pH estável naquele valor da tabela.

      Exemplo: digamos que deseje manter o pH de seu aquário estável em 6,6. Nesse caso então misture 40% em peso de fosfato monoácido com 60% de fosfato diácido de sódio - algo como 40g do primeiro com 60g do segundo. Guarde os 100g obtidos para usar nas TPAs.
Temperatura e pH ajustados. Posso despejar a água agora?
Pode, mas faça isso lentamente. Não despeje os baldes de água de uma vez em seu aquário! Isso pode não só estressar seus peixes como também provocar um choque osmótico, já que a quantidade de sais dissolvidos na água de aquário e na água do balde não são as mesmas, nem em qualidade, nem em quantidade.
Aqui em casa, costumo colocar uma bomba submersa dentro de um balde conectada a uma mangueira e esta leva a água para o aquário. O processo leva alguns minutos para esvaziar o balde:
Bomba submersa dentro do balde, conectada a uma mangueira, leva água para o aquário
Bomba submersa dentro do balde, conectada a uma
mangueira, leva água para o aquáquio
Uma vez cheio, o processo de manutenção do aquário poderá ser dado como encerrado, mas não se esqueça de aferir os parâmetros físico-químicos da água periodicamente, para ter certeza de uma água sempre apropriada para seus peixes.






Marcos Mataratzis

Químico, Professor de Química e Aquarista (especialista na manutenção de Botias). Administrador do fórum Vitória Reef e Consultor do CEA - Centro de Estudos de Aquariofilia, para assuntos relacionados à química da água do aquário.